Blog

MEU BREVE RELATO SOBRE AMAMENTAÇÃO

5 ago , 2016  

maxresdefault

Estamos na semana mundial do aleitamento materno e cá estou fazendo meu desabafo.

Meu relato sobre amamentação com o meu primeiro filho foi bem tranquilo, ele era um bebezinho muito guloso, amamentei em livre demanda, nunca senti dor ao amamentar, não tive rachaduras no seio e tinha leite para dar e vender. Mas nem tudo foi um mar de rosas….

Levantar de duas em duas horas para amamentar era realmente exaustivo, tinham noites que tive vontade de fugir de casa e ir para um hotel só para poder dormir pelo menos por algumas horas seguidas!

Sempre gostei de dormir, nunca tive insônia na vida e ficar sem dormir realmente é algo que abala minhas estruturas e me deixa profundamente de mau humor!

Já estava querendo parar de amamentar porque o Luigi já estava com quase dois anos e usava o peito somente para acalmá-lo na hora de dormir!

Foi quando engravidei do segundo filho e isso me fez tomar a decisão de parar de amamentar. O processo do desmame foi relativamente tranquilo!

Quando a minha segunda filha nasceu a história foi bem diferente, Laura era o oposto do irmão. Tinha preguiça de mamar, demoramos para acertar a “pega”, não sugava com tanta vontade e com isso o seio começou a latejar e empedrar!

Foi quando tive a “excelente” ideia de pedir para o meu filho mais velho esvaziar o seio para aliviar a minha dor. E lá veio ele todo feliz com os olhos brilhando e esvaziou os dois seios para mim e confesso que o alívio foi imediato! Mas a alegria durou pouco tempo, bastou ele sentir o gosto do leite uma única vez que quis voltar a mamar novamente!

Graças à Deus isso durou pouquíssimo tempo; logo ele “desencanou”!

Laura seguia do mesmo modo, mamando pouco, não acordava para mamar, mamava só um pouquinho e logo depois não queria mais!

E isso fez com que o seu ganho de peso não fosse o esperado, tentei de tudo para prosseguir a amamentação. Tomei remédio para produzir mais leite, tomava muita água e tudo que diziam para comer que faria produzir mais leite eu comia! Mas nada adiantou, ela não mamava o suficiente e consequentemente não ganhava peso e entramos no “impasse” da famosa mamadeira noturna, porém, isso poderia ser um tiro no pé, pois existia a possibilidade dela recusar o seio depois de experimentar a mamadeira. Sendo assim, aquilo que seria só um complemento, viraria o alimento de cada dia! E foi exatamente isso que aconteceu, bastou a primeira mamadeira para Laura nunca mais tocar no meu seio!

Com isso veio a famosa culpa que nós mães insistimos em carregar e com isso veio também o drama que nós mães adoramos fazer! Chorei, fiquei triste e super abalada, até o dia que fomos a consulta pediátrica e minha pequena tinha finalmente ganho peso!

Ela estava saudável, e isso foi o pagamento de todo o meu sofrimento! A culpa??? Eu joguei para bem longe e confesso que até comecei a ver o lado bom de tudo isso. Com o uso da mamadeira eu já não precisava acordar a noite inteira, pois a Laura dormia a noite sem interrupção!  Sim, porque precisamos focar no lado bom das coisas, senão a vida fica muita chata e pesada! E não precisar ser assim, né?

Graças à Deus nunca ouvi julgamentos do tipo: “Você deveria ter tentado mais, seu leite era fraco ou sua filha terá uma saúde frágil pela falta do leite materno”!

Por isso sempre digo: existe sempre uma história por trás de cada mãe. Existem mães que não amamentam porque não querem??? Sim, elas existem, mas acredito que seja uma minoria!

Existem médicos vendidos que oferecem fórmulas para as mães sem nenhuma necessidade? Provavelmente sim!

O que não pode existir é o julgamento, principalmente entre nós mães que sabemos as dores e as delícias da maternidade!

E sabemos o quanto dói sermos julgadas ao invés de acolhidas!

Por um mundo materno mais cheio de bons papos, boas dicas, acolhimento e mães que não precisem ofender para se defender!


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *