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“OS BOLINHOS DE CHUVA DE MINHA MÃE”. Por Erika Fonseca

9 dez , 2015  

BOLINHOS

Existem lembranças que são eternas, e nos finais de tardes comendo “bolinhos de chuva” com a minha mãe, farão parte destas recordações que jamais serão esquecidas!

Fechando meus olhos, lembro-me de nós duas sentadas no sofá da sala comendo bolinhos de chuva. Eu amava quando os bolinhos ficavam disformes e formavam desenhos. Nós dizíamos: “olha, esse parece um gato, esse uma árvore ou esse um elefante”. E por ai vai….

Hoje, faço isso com meus filhos, exatamente do mesmo jeito que a mãe fazia comigo e quando olho para os seus olhinhos eu lembro de mim, e penso: será que um dia eles irão se lembrar desses momentos? Será que ao chegarem a idade adulta vão se lembrar de tudo que vivemos de bom, ou irão focar nos meus erros e tropeços da maternidade?

Antes de ser mãe eu costumava focar muito nos erros da minha mãe; jogava na cara tudo aquilo que ela poderia ter feito e não fez, tudo aquilo que ela poderia ter dito e não disse, e tudo aquilo que ela poderia ter evitado e não evitou!

Hoje, quando lembro da vida que tive ao lado da minha mãe, recordo-me de muita coisa boa, tenho lembranças lindas e vejo que se algum dia ela errou foi tentando acertar. Mães não querem errar e por tentarem ser perfeitas acabam fazendo muita bobagem! Ainda mais no meu caso que fui a primogênita, ou seja, a “cobaia”. Hoje ao observar a minha mãe com os meus irmãos vejo que ela não comete os mesmos erros que cometeu comigo! E viva o aprimoramento materno!

Sei que essa fase vai chegar para o Luigi e para a Laura; fase de se rebelar contra a mãe e achar que eu sou a responsável por tudo que deu errado na vida deles….

Afinal de contas a culpa é sempre da mãe..rs..

Mas um dia, assim como essa revolta chega, ela vai embora. O dia em que eles tiverem filhos e se derem conta de que essa tarefa é a mais difícil do mundo, e que não existe faculdade, mestrado e nem doutorado para lhes ensinar tal função. O bebê é entregue em suas mãos e o resto é com você! Claro, que existem cursos, livros e terapias que podem te ajudar nessa nova fase da vida, mas nem sempre dá certo! Existe um ditado italiano que meu marido sempre fala: “Tra il dire e il fare c’è di mezzo il mare”. Traduzindo: “entre o dizer e o fazer existe uma mar no meio, ou seja, às vezes o falar e as questões teóricas não funcionam na prática.

Não existe mãe perfeita e você sabe disso, porém vai passar a sua vida tentando ser…..

E quando menos esperar, lá estará você fazendo tudo, ou quase tudo, exatamente “como os nossos pais”, como diria a querida eterna Elis Regina.


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